terça-feira, 13 de julho de 2010

Au-Au

Há um mês, mais ou menos, perdi meus dois cachorros, numa mesma semana. Foi muito triste porque eles já eram da família e estavam aqui há anos. Chorei muito, por quase uma semana. A Piteka vivia dentro de casa e ficava debaixo da cadeira do computador, essa daqui que eu to sentada agora. Ainda hoje, tenho cuidado ao arrastar a cadeira com medo de machucar ela. Ontem, tive cuidado ao abrir o portão, achando que o Taz e sua patinha torta estariam na garagem atrapalhando a passagem do carro.
É engraçado como esses bichos fazem falta. Eu nunca fui ligada em bicho, mas eles me fazem muita falta. Só a presença deles era importante. Eu realmente espero que eles estejam bem, bricando com os outros cachorros que habitaram essa casa, lá no céu.
A Lubi sentiu diferença, ficou procurando a Piteka quando ela chegou aqui em casa (A Lubi mora com minha irmã no Rio). A Lubi se divertia com o rabo da Piteka, que era muito paciente e boazinha com a gata.
Agora nós temos um novo habitante. É um vira-lata filhote. Ele tem cor caramelo claro e você até pensa que ele é de raça, um Labrador talvez. Mas a cara preta denuncia a vira-latice da criatura. O nome dele é Doki. Ele só dorme. Mas só dorme mesmo. É muito bonitinho e todo estabanado. A Lubi vive implicando com ele. Antes ele fugia, agora ele mete o pau nela também.

Engraçado, também, como sinto falta da minha casa como zoológico. Tivemos muitos bichos, milhões de cachorros, papagaio, passarinhos, gambás, pintinhos, tartarugas... Minha irmã também criou cobra, que eram divertidas de analisar e uma aranha, que eu, realmente, não sinto falta.
Claro que tivemos cada bicho em uma época. Mentira. Tinha épocas que tinha milhões de cachorros com crias... Mas era engraçado...

Ai, ai...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Liberdade

Meu Pedrinho me emprestou um livro... Ele gosta de ler, eu tbm... A gente sempre troca os livros.
Aí ele me trouxe um livro com cara de chato. Fernão Capelo Gaivota. Passou algumas semanas e hoje eu fui pegar pra ler.
É bonito. Não é o tipo de livro que eu gosto de ler, confesso que achei muito parado, mas li em 1 hora. É sobre uma gaivota, que se revolta com o seu bando que só sabe comer e é banido porque gosta de voar. No final, você acha o livro muito bonito.
E tem fotos de gaivotas, é legal.
Mas a questão é que o livro fala da liberdade e de como somos presos às leis da sociedade. E como nos prendemos às leis que NÓS criamos e estabelecemos para nossas vidas.
É tão comum. Temos que seguir as leis, para conseguirmos conviver decentemente em uma sociedade (mesmo que isso seja em vão no Brasil). São leis para todos, para o bem de todos. O bando do Fernão tinha leis. Fernão descumpriu e foi banido.
É diferente, porque se você ler o livro vai perceber que o bando fala de nós. Não de uma sociedade. É confuso, mas é simples.
O bando das gaivotas só vive pra comer. Fernão achava que não fazia sentido e gostava de voar. Ele descobriu milhões de formas de voar e achou um sentido para a vida. E foi banido porque gostava de voar e não de comer. Ele foi embora, conheceu gaivotas como ele e descobriu que o paraíso é a perfeição de seus objetivos. Ele descobriu a bondade e o amor e resolveu voltar e repassar isso para seu bando de gaivotas recalcadas.
Entende?
A questão é nós nos prendemos às leis que criamos para cada um de nós. Nós não vivemos para comer, mas vivemos para estudar, trabalhar, ganhar dinheiro e pagar as contas. Acabou.
Mas e o resto? E a diversão e o prazer de fazer as coisas que se gosta? Devemos mesmo viver presos a uma realidade que criamos e podemos destruir? Podemos fazer o que quisermos, independente do dinheiro, das pessoas. É só a gente querer e lutar para chegarmos ao nosso objetivo. E chegarmos à perfeição de nossos objetivos.
Porque se não for assim, então onde vai ficar a felicidade?
De que adianta tudo isso, se não somos felizes?
Você é feliz se matando de estudar e trabalhar pra não fazer nada que te dê prazer?

Crepúsculão

É, lançaram Eclipse. Mas é lunar ou solar?!
Ah não, é Crepuscular, saquei.

Tenho muito o que falar sobre essa série de histórias. Sabe, é uma trajetória que tenho com ela. Mas não é uma trajetória boa...
Conheci Crepúsculo quando Lua Nova estava sendo lançado nos States. Li uma notícia sobre o lançamento e fiquei interessada com a história, pois eu AMO vampiros.
Na época nem tinha comunidade no orkut, não tinha NADA relacionado no Brasil. E como eu era uma mula em inglês (ainda sou, abafa), eu resolvi esperar o incerto lançamento do primeiro livro, Twilight.
Eis que começaram a fazer o filme, e era com o tiozinho de Harry Potter (e confesso, adorava ele na época, quando ele não era tão bobão). Aíí resolveram lançar Crepúsculo. Eu fiquei feliz, e depois de um mês do lançamento comprei o livro. Na época já tinha comunidade no orkut, mas tinha poucas pessoas.
Li. E demorei um certo tempo pra terminar ele. Depois de tanto tempo, anos, meses esperando o tão esperado livro com a história que eu tinha me interessado... me decepcionei. Totalmente. Na época nem foi tão totalmente, porque eu ainda estava fabricando opinião. Mas confesso que bateu uma tristeza, porque o que eu tinha lido, anos atrás, era sobre uma história de muito sucesso, séria e madura. Madura?! MADURA? Cacilds. Eu fiquei com aquele pensamento de como aquilo era ofensivo. Eu tinha acabado de sair de uma série de livros que eram considerados juvenis, mas que adultos também liam (Harry Potter) e por causa desses adultos, as pessoas poderiam considerar Harry Potter sério e maduro. E Crepúsculo era historinha de menininha. Bem bobinho. Na época, até falava que era legalzinho e até fiz minha mãe ler Crepúsculo, mas ela não leu nem 2 capítulos.
A autora, alías, a Bella (porque ela é narradora) passa umas 5 páginas falando de como ela está sofrendo terrivelmente com o fato de seu amor ser duvidoso. OH! E agora?!
E Lua Nova? Jesus, que livro chato. Umas 10 páginas só de lamentação. "Oh! Edward me deixou, como viverei em paz novamente? Como viverei longe do meu amor? Oh, vou pular ali no abismo pra ver se fico perto dele."
Putz... Só jesus...
É muito dramazinho. Fora que a Bella é uma menina imatura, recalcada e egoísta.
É uma pena que a juventude esteja caindo tanto. Sério, se a minha juventude já foi uma bosta, tem tudo pra ficar pior. Na verdade, a juventude em geral é uma porcaria. É tipo, uma das piores fases. Mas talvez, seja a melhor. Não vou falar disso agora.
O que me irrita são essas meninas esperando o filme. Cara, sério. Quando vi o 1º filme, fiquei pasmada. O livro já não é muito bom, o filme então. Que diretora ruim, hein. Todo errado o filme, muito mal editado, fotografia péssima, direção horrorosa. Credo.
Eu vi Lua Nova no cinema. Sério. Fui porque uma colega queria ver. E ainda carreguei meu namorado. E foi divertido, porque fiquei gritando que nem aquelas meninas doidas. E a cada grito meu vinha uma gargalhada. Era muito engraçado. Nem entendi o filme (porque era dublado). Milhões de meninas histéricas.
Só estou comentando tudo isso, porque resolvi assisti ao tal do Felipe Neto. É engraçado. Eles diz tudo o que eu penso e pensei quando li o livro. E é por isso que não vou escrever tudo o que penso e pensei aqui, pois vocês podem assistir aqui, porque ele fala muitas coisas interessantes do assunto. Eu sei como as pessoas tem preguiça de ler.

Eu li Eclipse e Amanhacer de relance na net. Nem comprei os livros (É, eu tenho Crepúsculo e Lua Nova). Eu li na net mesmo, tradução do povão... Não fez diferença.
Ainda bem que tá acabando... Depois lançam o 4º e acaba. E aí eu faço todos ficarem viciados nos meus LIVROS!! Meus livros também não farão sentido. Dane-se.
Rá!
Mas não sei se dá tempo de lançar. Que seja...
O que importa é que eu pretendo salvar a juventude.

Oi aranhas

Caracas, quantas teias.
Não tenho muito o que falar. Só que estou de férias. Graças a Deus...
Depois tenho que postar alguns textos...

sábado, 12 de junho de 2010

Feliz dia dos namorados!



Então, já falei como o meu namorado é especial. E vou falar de novo.

Ele é especial.

Por quê?

Porque ele é meu namorado, meu MELHOR AMIGO. Meu confidente, meu irmão, meu protetor.

Eu tive a chance de ter um namorado perfeito! Ainda bem! Ainda bem que ele não quis as outras e me quis!

Feliz dia dos namorados, leitão.

Obrigada por tudo! Por me proteger das fraquezas e medos, por guardar meus segredos, por me dar conselhos, por cuidar de mim, por me fazer forte e feliz e por me amar!

Amo você

Feliz dia dos namorados [fake]



Porque hoje é dia deste peixe maravilhoso!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O FIM PERDIDO

Tá, eu sei que vai ter muita gente falando: Graças a Deus, até que enfim...

Mas esse é o meu espaço, eu não preciso disso, ao menos respeitem.

E no meu espaço, por mais idiota, infantil que seja, eu falo do quanto essa série foi importante pra mim. Todos tem o direito de gostar, de ser fã de algo. E eu fui fã de Lost. De verdade.

É por isso que faz tempo não escrevo aqui. Por depressão.

Sabem como é, a gente meio que perde a criatividade quando da triste. Hahaha

Mas sabe, LOST me ensinou muitas coisas e não poderia deixar ele de fora aqui no meu espaço virtual. Agora estou mais conformada, é legal lembrar como as coisas que não são reais fazem parte da vida de uma pessoa. As pessoas acham bobagem aqueles fãs fanáticos. Eu também acho. Mas há fãs. E fãs são pessoas normais. E as pessoas não sabem o que são fãs.

Caramba, fã é um negócio estranho, já fui fã de muitas coisas. E fã é seguir uma coisa/pessoa com lealdade. A gente segue uma pessoa porque ela é bonita, inteligente, faz um ótimo trabalho. A gente é segue porque é inspirador. Sabe, por que você acha que a gente é fã? Porque nos sentimos inspirados. Porque a gente sempre olha para aquele artista e pensa como seu trabalho é inspirador, admirador. Quando não rola isso, a pessoa não é fã. Entende?

Acho a Eva Green, o Johnny Depp, o Alan Rickman inspiradores. Acho o trabalho deles muito bom. Mas eu não quero ser como eles, apenas acho que me identifico com e os citados merecem a minha atenção ou respeito. Também acho o Tim Burton inspirador e talvez, quero ser como ele. E também quero ser como o Rachmaninov ou o Andre Rieu.

Mas estamos falando de LOST. E Lost foi inspirador, foi lindo e emocionante.

O seriado é ótimo, sim. Eu amo. E achei o final digno e confuso. Mas a série sempre foi digna e confusa, então é normal que o final seja assim.

Mas além da história e de como os criadores são bons, LOST me faz pensar em muitas coisas. Me ensinou muitas coisas:

Muitas maneiras de sobreviver a uma ilha deserta e que não devo ficar abrindo escotilhas por aí. E também não posso ficar obcecadas com números. Apertar botões não vai explodir coisas, e sim salvá-las. Ou não. Ursos polares não vivem só no Pólo Norte. Drogados são bonzinhos com bebês. Num avião sempre há um médico, uma foragida, um suposto terrorista, um caçador, estrangeiros, grávidas, fúteis, bonitões, policiais, um golpista, um negão e um gordo. Sempre há um gordinho nas situações. E eles sempre salvam o dia.

Quando eu parar numa ilha deserta, lembrar de nunca ficar caçando barulhos estranhos, chegar perto de dinamites, abrir escotilhas, subir em lugares altos onde há aviões menores prestes a cair. Descobrir como ficar sem pêlos e supostamente limpinha, mesmo sem lâminas e sabonetes. Aprender a fazer partos, porque pode ser necessário. Lembrar que nativos nem sempre são bonzinhos e nem sempre querem te ajudar, há aranhas que me deixam paralisada moribundamente, jangadas não te levam para onde você gostaria, crianças são estranhas, barbudos não são confiáveis. Pessoas que caem do céu, também não. Inglês é a língua universal, independente de onde você estiver e com quem estiver falando. O céu fica roxo de vez em quando, SOS não ajuda em nada e pássaros com mensagens são fajutos. Campos verdinhos sempre servem para construir um campo de golfe. Ficar amiga do cachorro, porque eles sempre são amigos e não te deixam na mão nem quando você tá morrendo. Não confiar em franceses.

E claro, onde há fumaça, nem sempre há fogo.